Curioso como um país como o Brasil, com tanta desigualdade continua alimentando parasitas políticos sem propostas e com a única intenção de se perpetuar no poder.
Vejamos o exemplo dos vereadores: de maneira geral (especialmente nas cidades menores) só fazem endossar o que o prefeito decide (claro que algum a mais sempre será bem vindo pra que se vote tudo que convém a uma administração "séria").
Muitos estão nas câmaras municipais apenas para fazer número, afixar faixas ou cartazes parabenizando este ou aquele fulano e passando seu mandato muitas vezes sem apresentar um único projeto.
Pior... eles custam caro aos cofres públicos.
Façamos um breve cálculo matemático.
O Brasil tem 5570 municípios que podem ter de 9 a 55 vereadores dependendo do seu porte e cujo salário varia de 20 a 70% do salário de um deputado estadual, então, simplificando e tomando uma média bem baixinha podemos dizer que temos em média 11 vereadores por município, ganhando mais ou menos R$ 4.500,00, o que nos dá um valor de mais de 275 milhões só com o salário deles.
Aí vem a pergunta: pra quê?
Em vários países desenvolvidos este cargo não existe, sendo um conselho de moradores que ajudam na gestão pública municipal e que fiscaliza onde os recursos são aplicados (muitas vezes sem remuneração por isto).
Somos um dos poucos países senão o único dos 181 países que estão na ONU que paga aos vereadores.
Sou contra esse parasitismo que mantém a corrupção funcionando a nível municipal e a favor do cargo de vereador não remunerado.
Aqueles que pensam do mesmo jeito podem encontrar e assinar uma petição para acabar com os salários dos vereadores no endereço peticaopublica.com. br.
Tá na hora de acabar com a mamata. Vamos começar a mudar esse país.
Parlatore
sexta-feira, 22 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
O circo chegou ao Brasil
O circo chegou ao Brasil.
O que foi visto até agora já estava previsto. O impeachment, mesmo sem um crime de fato e sua consequente condenação, talvez traga um pouco de estabilidade política ao país mas é hora de começar uma análise do que se passou até aqui:
- as pessoas foram até às ruas gritar palavras de ódio (não de ordem):
- a divisão norte x sul se acentuou ainda mais (especialmente nas redes sociais onde surgiram propostas de criação da República de Minas Gerais, de São Paulo, do Sul, etc);
- o povo brasileiro, novamente pensando como ameba e agindo como gado foi atrás do tiro elétrico na ânsia de ter alguma mudança e recebeu em troca Temer, Cunha e Renan (cada povo tem o governo que merece);
- enquanto os néscios seguiam o golpe midiático aqui dentro a mídia internacional criticava a postura de nossa imprensa e nosso judiciário lá fora (ver DW, El País, BBC, etc);
- discursos políticos inflamados citando Engels, Hegel, Rousseau e outros tantos foram proferidos nas tribunas do congresso defendendo cada qual sua visão do melhor para o país (a saída ou a permanência da presidente) sem apresentar propostas concretas de melhorias para a nação enquanto o povo descerebrado assistia a tudo e escolhia um lado como se fosse uma partida de futebol;
- no meio disso tudo o Ministério Público apresenta uma proposta inócua de mudanças que podem diminuir a corrupção (com base no que propuseram é muito difícil );
- alguns começaram a pensar que o discurso neo liberal da direita é o melhor caminho, outros que a volta dos militares resolveria tudo ou ainda os que defendem o atual sistema de governo mas ninguém lançou uma proposta concreta.
Então aqui vão algumas:
- fim da imunidade parlamentar;
- fim dos salários extras de deputados e senadores;
- fim das verbas gabinete e da reeleição para o legislativo;
- redução de 70% no número de deputados e senadores;
- extinção do cargo de vereador;
- controle externo do judiciário para evitar abuso do poder por parte de seus membros, com punição exemplar para os que cometerem crimes; - proibição de eleição de parente de políticos em exercício independentemente do domicilio eleitoral;
- fim da aposentadoria como deputado ou senador;
- redução de impostos sobre a produção, serviços e renda;
- dissolução do atual legislativo e convocação de novas eleições urgentes.
Concorda?
O que foi visto até agora já estava previsto. O impeachment, mesmo sem um crime de fato e sua consequente condenação, talvez traga um pouco de estabilidade política ao país mas é hora de começar uma análise do que se passou até aqui:
- as pessoas foram até às ruas gritar palavras de ódio (não de ordem):
- a divisão norte x sul se acentuou ainda mais (especialmente nas redes sociais onde surgiram propostas de criação da República de Minas Gerais, de São Paulo, do Sul, etc);
- o povo brasileiro, novamente pensando como ameba e agindo como gado foi atrás do tiro elétrico na ânsia de ter alguma mudança e recebeu em troca Temer, Cunha e Renan (cada povo tem o governo que merece);
- enquanto os néscios seguiam o golpe midiático aqui dentro a mídia internacional criticava a postura de nossa imprensa e nosso judiciário lá fora (ver DW, El País, BBC, etc);
- discursos políticos inflamados citando Engels, Hegel, Rousseau e outros tantos foram proferidos nas tribunas do congresso defendendo cada qual sua visão do melhor para o país (a saída ou a permanência da presidente) sem apresentar propostas concretas de melhorias para a nação enquanto o povo descerebrado assistia a tudo e escolhia um lado como se fosse uma partida de futebol;
- no meio disso tudo o Ministério Público apresenta uma proposta inócua de mudanças que podem diminuir a corrupção (com base no que propuseram é muito difícil );
- alguns começaram a pensar que o discurso neo liberal da direita é o melhor caminho, outros que a volta dos militares resolveria tudo ou ainda os que defendem o atual sistema de governo mas ninguém lançou uma proposta concreta.
Então aqui vão algumas:
- fim da imunidade parlamentar;
- fim dos salários extras de deputados e senadores;
- fim das verbas gabinete e da reeleição para o legislativo;
- redução de 70% no número de deputados e senadores;
- extinção do cargo de vereador;
- controle externo do judiciário para evitar abuso do poder por parte de seus membros, com punição exemplar para os que cometerem crimes; - proibição de eleição de parente de políticos em exercício independentemente do domicilio eleitoral;
- fim da aposentadoria como deputado ou senador;
- redução de impostos sobre a produção, serviços e renda;
- dissolução do atual legislativo e convocação de novas eleições urgentes.
Concorda?
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
O Santificado Mercado Brasileiro
Em uma sociedade cujos governantes e a mídia tem como principal objetivo manter o povo desinformado do que realmente importa o mercado financeiro (bolsa de valores, bancos, corretoras, etc) têm sido elevado ao status de santo pelos órgãos de difusão.
É muito comum ouvirmos que a bolsa de valores teve queda ou alta ou o risco país aumentou e coisas desse tipo, entretanto a principal característica do mercado brasileiro é a especulação financeira.
Tomemos como exemplo a remuneração que os bancos pagam a seus clientes depositantes (aplicadores /poupadores ): quando temos uma elevação na taxa SELIC, que serve de referência para os juros da economia brasileira, não existe uma proporcionalidade no aumento da rentabilidade de fundos de investimento ou poupança (o que impede a especulação financeira por parte dos depositantes ) enquanto os juros de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos bancários vão parar na estratosfera.
Por quê? Vamos tentar explicar de maneira simplória...
As instituições financeiras alegam aumento no custo para captação dos recursos dos clientes (será que os clientes também não tem aumento no custo de geração destes mesmos recursos? ) e fazem projeções de alta de juros que poderia derreter seus "parcos lucros", aumentando indiscriminadamente e a seu bel prazer os juros cobrados dos clientes tomadores.
Enquanto isso na bolsa de valores os capitalistas e especuladores escolhem uma companhia e espalham a boataria institucional a fim de conseguir comprar as ações com preço lá embaixo ou aferir o maior lucro possível na venda destas ao fim de cada pregão.
Então, podemos dizer que o mercado brasileiro prioriza os especuladores em detrimento do setor produtivo (é só observar o que acontece atualmente com os lucros dos bancos - sempre em alta, e a produção da indústria nacional - em queda livre).
O fato é que o eterno romance (ou seria caso? ) governo/bancos tem impedido que o setor produtivo brasileiro se desenvolva e seja capaz de competir em pé de igualdade com os produtos estrangeiros.
Acredito que está na hora de pensar em mudanças...
É muito comum ouvirmos que a bolsa de valores teve queda ou alta ou o risco país aumentou e coisas desse tipo, entretanto a principal característica do mercado brasileiro é a especulação financeira.
Tomemos como exemplo a remuneração que os bancos pagam a seus clientes depositantes (aplicadores /poupadores ): quando temos uma elevação na taxa SELIC, que serve de referência para os juros da economia brasileira, não existe uma proporcionalidade no aumento da rentabilidade de fundos de investimento ou poupança (o que impede a especulação financeira por parte dos depositantes ) enquanto os juros de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos bancários vão parar na estratosfera.
Por quê? Vamos tentar explicar de maneira simplória...
As instituições financeiras alegam aumento no custo para captação dos recursos dos clientes (será que os clientes também não tem aumento no custo de geração destes mesmos recursos? ) e fazem projeções de alta de juros que poderia derreter seus "parcos lucros", aumentando indiscriminadamente e a seu bel prazer os juros cobrados dos clientes tomadores.
Enquanto isso na bolsa de valores os capitalistas e especuladores escolhem uma companhia e espalham a boataria institucional a fim de conseguir comprar as ações com preço lá embaixo ou aferir o maior lucro possível na venda destas ao fim de cada pregão.
Então, podemos dizer que o mercado brasileiro prioriza os especuladores em detrimento do setor produtivo (é só observar o que acontece atualmente com os lucros dos bancos - sempre em alta, e a produção da indústria nacional - em queda livre).
O fato é que o eterno romance (ou seria caso? ) governo/bancos tem impedido que o setor produtivo brasileiro se desenvolva e seja capaz de competir em pé de igualdade com os produtos estrangeiros.
Acredito que está na hora de pensar em mudanças...
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